quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A Morte de um aventureiro

Taí, um ótimo texto para quem curte Skyrim, que eu achei esses dias, de um autor desconhecido
(eu mesmo traduzi o texto, que estava em inglês)
(quem não for gordo tetudo, favor pular este post)

A Morte de um Aventureiro
Um conto de uma aventura infeliz de um Argonian em uma cripta draugr

A última vez que vi o velho Argonian, fui levado pela forma como ele parecia vivo, mesmo na agonia da morte.
"O segredo" ele disse "de continuar vivo... não é fugindo, mas sim, atacando diretamente o perigo, ataca-lo enquanto ele está distraído." 
"É assim que você conseguiu encontrar esta garra?"  Perguntei, brandindo a pequena escultura como se fosse uma arma. Eu tinha encontrado-a entre seus pertences, os quais eu o estava ajudando a dividi-los em seu testamento.  "Deveria ir para o seu primo também?"
Com isso, ele abriu sua boca, mostrando suas presas. Se eu não o conhecesse, poderia achar que ele estava rosnando, mas sabia que era um sorriso. Ele resmungou algumas vezes, tentando rir, mas acabou chiando e tossindo, e seu sangue se espalhando pelos lençóis. 
"Você sabe o que é isso?" Ele me perguntou, entre acessos de tosse.
"Ouvi algumas histórias" Respondi "Parece ser uma das garras para abrir portas em criptas antigas. Mas eu nunca havia visto uma antes."
"Então você sabe que eu só queria aquela coisa em cima de um inimigo mortal. Da-lo para meu primo apenas iria encorajá-lo a morrer em uma espada de um Draugr."
"Então você quer que eu fique com ela?" brinquei "Aonde diabos você conseguiu isso?"
"Minha raça pode encontrar coisas que a sua tenha assumido estarem perdidas para sempre. Cai algo em um lago e um Nord jamais verá isso novamente. Incrível as coisas que você pode encontrar no fundo de um lago."
Ele estava olhando para o teto, mas a maneira como seus olhos corriam me diziam que ele estava revendo suas memórias. 
"Você já tentou usá-la?" Sussurrei para ele, esperando que ele pudesse me ouvir através de seu nevoeiro.
"Mas é claro" Ele disse, de repente, lúcido. Seus olhos se arregalaram, fixos em mim."Aonde você acha que eu ganhei isto?" Ele rugiu, arrancando sua túnica, revelando uma cicatriz em forma de estrela, logo abaixo de seu ombro direito. "malditos draugrs, vieram muitos pra cima de mim."
Eu me sentia horrível, pois eu sabia que ele odiava falar sobre as batalhas que ele participou. Nós dois ficamos em silêncio por alguns minutos, um silêncio mortal, quebrado apenas pela respiração difícil e pesada dele.
Então, ele resolveu falar.
"Você sabe o que sempre me incomodou? Eles nem sequer se preocuparam com os símbolos"
"Com o quê?"
"Os símbolos, seu tolo. Olhe para a garra."
Virei-a em minha mão. Vi gravado na face, três desenhos de animais. Um urso, uma coruja e algum tipo de inseto.
"O que os símbolos significam, Deerkaza?" Perguntei.
"As Portas da cripta. Não basta apenas você ter a garra. Elas são feitas por um mecanismo de pedra, que você deve alinhar com os símbolos da garra, antes de abrir. É uma espécie de bloqueio, eu acho. Mas eu não sei porque eles se incomodaram tanto. Se você tem a garra, você também tem os símbolos para abrir a porta. Então porque..."
Ele foi interrompido por um ataque de tosse. Foi o máximo que eu ouvi ele falar em meses, mas eu poderia dizer o quão difícil foi. Sua mente, porém, o ajudou bastante.
"Por que ter uma combinação se você vai gravá-la na chave?"
"Exatamente. Como eu estava sangrando no chão, eu percebi isso. Os Draugrs são implacáveis, porém, longe de serem inteligentes. Eu estava abatido, mas eles continuaram a batalhar. Sem nenhum objetivo. Batendo um no outro."
"Então?"
"Percebi que os símbolos nas portas não foram feitos para ser outro bloqueio. Foram feitos apenas para garantir que a pessoa que fosse entrar estava viva, e tinha uma mente em funcionamento."
"Então as portas..."
"Nunca foram feitas para manter as pessoas fora, e sim, para manter os draugrs dentro"
E com isso, ele caiu no sono. Quando acordou, alguns dias depois, se recusou a falar sobre Draugrs, e só mostraria seu ombro se eu usasse toda a minha força para força-lo a fazer isso.

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